TEMPLATE ERROR Current Date: Mon Aug 20 00:21:55 BRT 2007 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 270 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementIFNotComparison † Prince of Darkness † - UOL Blog

† Prince of Darkness †


05/09/2006


 

 

Conjecturas

 

Na sangria que me turva a visão

Escarro a angústia de meu desespero,

Abrupto qual o golpe certeiro

Desferido por atroz serpente,

Neste pulso de dor latente

QUe dilacera meu coração.

 

Ave carniceira que bica meu peito,

Hórrida como a própria face do medo

Estampada nos olhos aquosos

Do cardíaco sob ar rarefeito:

Por que piaste à aurora, tão cedo,

À alguém de sonhos tão viçosos?

 

Inimiga primeira da vida:

Por que levaste minha querida

Amante em tua revoada,

Na frieza morta de teu abraço,

Sem deixar-me na garganta um laço

Para segui-la em sua jornada?!

 

Na escuridão pranteio sua ausência

Envolto por dores que me ferem a conciência.

Ave agourenta: Canta à minha janela.

Anuncia minha morte; leva-me para Junto Dela.

 

 

(Conjecturas - Mephisto MelanchoDemon)

 

 

Escrito por † Mephisto † às 01h22
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13/04/2006


À Minhas Finadas Quiméras

 

Mundo inóspito! Avassalador por natureza!
Ambiguidade tortuosa de grandeza
Diáfana e terrivelmente opressora!
Seifaste a vida dos grandes nomes;
Separaste Afrodite e Adones
Vislumbrando o fruto dourado,
Fazendo de mim um pobre desenganado
Imaginando uma vida promissora!

Que a noite seja o negrume enterno;
Que dos ceus faça-se o inferno
Para todos aqueles que almejam felicidade!
Pois aos olhos desse "deus" insano,
Que tudo o que toca com os olhos se faz profano,
Isso não passa de mera vaidade!

(À minhas finadas quimeras - Mephisto MelanchoDemon)

 

 

Escrito por † Mephisto † às 18h17
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À Minha amada Musa Noturna

 

Vinde.. vinde ao meu encalso,
Soprai para longe o temor matutino
Com todo seu resplendor falso
E seu oculto esgar franzino.
Trovai a canção do desespero
Para todo aquele que se opõe a mim.

Fazei da audácia de seu desterro
O caminho para em meus olhos encontrarem seu fim
Derrama tua chaga ao solo
E Envolvei-me em trevas eternas
No aconchego apático de teu colo
E nas carícias de tuas mãos tão ternas...

Oh, Noite: amada e eterna musa
Em cujo seio busco conforto para a recusa
À tal vida que me impele á morte;
Minha plena e afável consorte!
Fazes de meus olhos um poço de afeto
Fazes em vosso leito sentir-me um feto.


(À Minha amada musa Noturna - Mephisto MelanchoDemon)

Escrito por † Mephisto † às 18h02
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21/01/2006


"As Ruinas do Coreto"

 

Que de minhas tripas façam-se as cordas do violino

Que suavemente toca meu solitario pranto vespertino

E minha tortuosa e abrupta angustia crspuscular..!

De que vale a extensão do amor se já não mais tenho a quem amar..?

E de que vale esta fábula, onde me perco em sonhos,

Se tais pensamentos são devaneios enfadonhos

Deste reles e mizerável ser, a chorar e devagar

A morte de uma quiméra mais neste mundo surreal

Onde o pensamento insípito é meu maior mal?!

 

Os celofanes tocam num ponto distante...

Além dos meus olhos aquosos...

Além de meu respirar sêfrego e ofegante.

Tocam nos olhos doces e resplendorosos

Que, aturdido, vejo a todo instante,

A e todo instante sinto os braços lodosos

A me envolver neste abraço de dor constante.

 

E o sangue goteja... límpido sulco escarlate;

Submisso às mágoas desta realidade ambígua,

Revolvida entre fuligem e lauda antiga

Cujo brilho opaco já não mais me fascina.

Cortai-me! Sangrai-me! Me mate!

Apaziguai de vez esta maldita dor,

Minunciosa besta  que me tira o sono!

O belo coreto é agora uma ruína

Onde repousam os restos mortais do amor

De um estúpido visionário por uma dama cujo coração não tem dono.

 

 

(As Ruinas do Coreto - Mephisto MelanchoDemon [Christopher Deviant] )

 

 

Escrito por † Mephisto † às 18h53
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17/08/2005


 

 

"O Poema na parade do lado direito do quarto"

 

Eis que agora, sozinho, ao relento,

Choro a morte de meu deus pessoal.

Meu silencioso pranto, desalento

Em meu sono sepulcral,

Em que as palavras certas

São escritas em linhas tortas,

E de minhas pálpebras entreabertas

Os olhos vagueiam por entre uma legião de quimeras mortas.

 

Não se vá para as terras das Neves sem mim..!

Não me deixe aos martírios sem fim

Desta insolente doe que fere-me o peito,

Noite após noite, em meu vazio leito..!

São teus olhos que fazem-me esquecer o terror da aurora,

E tua voz que desvenda minha caixa de Pandora!

 

Que meus olhos se liquefaçam em lágrimas frias,

E de meu corpo mortiço restem unicamente os ossos,

Mas é contigo que almejo passar o resto de meus dias,

Pois os sonhos falecidos não mais serão os nossos.

 

("O Poema na parade do lado direito do quarto" - Mephisto MelanchoDemon)

 

 

 

Escrito por † Mephisto † às 16h01
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08/08/2005


Soneto do Desvairo

 

Uma grotesca criança na escuridão,
Sorridente, com inocentes olhos doces;
Aterrorizante como a poir abominação
Com seu sorriso malévolo junto às faces.

E que criatura das prifundezas vos produziu,
Tu, que me espreita nas noites mais densas?!
A frieza de teus olhos me seduziu
Para a morte às ocultas intensas!

Vai-de! Deixa meu repouzo concretizar,
Abissal progênie de meus piores pesadelos!
Cessa com teu atordoante guinchar

Que gera a loucura que arranca-me os cabelos
E com os urros que fazem meu âmago sangrar!
Vai-de daqui, e leva consigo vosso infame cutelo!


(Soneto do Desvairo - Mephisto MelanchoDemon)

 

 

Escrito por † Mephisto † às 02h11
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19/01/2005


 

 

Corvos biquem meus olhos

 

Que os corvos biquem meus olhos
Escondendo-me a verdade do mundo.
Visão de um velho moribundo,
Gritando desesperadamente, aos entulhos
De sua abominável e desgraçada vida,
Por sua própria identidade perdida.

Vidas não passam caracteres descartáveis.
Um campo, cujas sementes miseráveis
Padecem à esta imensa desolação.
Com armas injustas e um olhar sereno,
A igreja e sua maldita inquisição,
Matam em nome de seu bastardo nazareno.

Uma imensa batalha individual
Onde cada um é seu próprio reinado.
De solitário meu lar sepulcral
Assistirei à tudo, inerte, calado
De minha revolta e fala habitual,
Pois meu sangue certamente estará derramado.

É certo que sempre haverá um crepúsculo
Para aconchegar-me com seu encanto,
E relachar meu cansado músculo
De uma  rotineira batalha, mas até quando?!

Eis a verdade deste mundo hediondo
Que, com as mãos, de meus olhos escondo.
A peste degenera a carne ainda vida
Com sua chaga extremamente nosciva.
A queima de arcanos epifólios...
Que os corvos biquem meus olhos.

   (Corvos biquem meus olhos - Mephisto MelanchoDemon)

 

Escrito por † Mephisto † às 22h58
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02/01/2005


Carpe Noctem


O crepúsculo agora é uma lembrança
Diáfana, como tudo o que jaz sob o solo
A Noite cobre a terra com o manto tenebroso
Devolvendo, misericordiosamente, a esperança
De seres abomináveis à luz do astro rei.
Seus prateados raios como um consolo.
Certamente à aourora sucumbirei
E sofrerei como um miserável leproso
Segurando suas esmolas ao colo.

Entre catacumbas desafio céu e inferno!
Pois a Noite, com seu negrume eterno
Faz de mim sublime forma de vida!
Sou seu filho; Bebo de sua bebida
Que dos alheios necrosa as goelas.
Grande Mãe, cubra-me com seu véu
Para que eu seja tão alto quanto as estrelas,
E seja tão sombrio como o noturno céu

Invadem-me arcanas remaniscências...
A alquimia dos sábios pôde achar o elixir da vida
Sem imaginar fonte eterna de tal bebida.
A humanidade, insignificante sob o manto da Noite,
Indefesa contra a ameaça do açoite
Seria mais uma fonte para tais ciências.

Uivos ressoam distantes...
Como um grito perdido no além...
Infindáveis terras novas
Com sua noturna beleza exuberante
Clamorosas por pecado e desolação.
O frescor do vento e o aroma das rosas
Entorpecem o pútrido coração
De um monstro entre homens; uma abominação,
Gloriosa e suprema sátira de Dante.
Aos irmãos noturnos: Carpe Noctem.


 (Carpe Noctem - †Mephisto MelanchoDemon†)

 

Escrito por † Mephisto † às 02h24
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26/12/2004


 

"Maldito Fardo"

 

Maldito  sou, dentre céu, terra e inferno!

Maldita existência insignificante,

Coagindo com’inha deplorável obsolência.

Os pinheiros estão mortos nesta noite de inverno,

E apenas os sinos de minha consciência

Manifestam vida, com seu badalado nauseante.

Os relâmpagos dissipam, temporariamente, a escuridão,

Mostrando-me o alvo cadáver ao chão.

Seus olhos, voltados às órbitas, profundas

Como as nuvens  daquela noite fria,

Fitavam o vazio das tênebras imundas

De uma carapaça carnal vazia.

A visão de seu sangue causava-me euforia.

Tingia escarlate desde as faces brancas,

Espalhando a expessa vermelhidão

Até as formosas e femininas ancas.

 

Degenerações e anomalias...

Chave para a porta de minha alma,

Cuja ambigüidade é um falho brilho opaco,

Cercado por bestas mil esguias,

Ferozes seres abissais

Sedentas por destruir toda a calma

Ou sentimentos devidamente anormais

Existentes em um demônio nato.

 

No desespero de tais reflexões

Lápides acusam minhas anteriores ações.

“Um monstro? Um demônio?! O que sou?!

Mostrai-me a verdade de meu ser!

Mostrai-me por que a morte é meu prazer,

E por que de meus olhos lagrima nunca brotou!”

 

Eis que, entre as lápides acusadoras ,

Lasceradas em negro mármore cru,

À cercar o belo cadáver nu,

Os ventos, gélidos, acariciam meus cabelos

Pronunciando as chagas da mortiféia.

E dizem-me palavras ao ouvido...

Palavras que outrora eu havia dito.

O motivo de meus reais pesadelos

É que de fato sou Maldito.

(Maldito Fardo - †Mephisto MelanchoDemon†)

 

Escrito por † Mephisto † às 03h23
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18/12/2004


"O último suspiro" 


 Um distante relâmpago retumba
 Na avassaladora tempestade de meus pensamentos!
 A escuridão desesperadora toma minha alma
 Para sí..! Enterra-a numa tumba
 Fria. Morta. Ausente de sentimentos.
 Somente uma crua angústia nauseante
 Aturdido com tais cortejos de minha amante.

 "Ah... Dama da morte... senhora do meu desejo..
 Por que sois tão severa comigo neste momento
 Que descerto deveria ser um renacimento?!
 Não é a dor e sofreguidão que almejo
 Em meio à escuridão  aceito vosso cortejo
 Cordialmente, como as árvores aceitam o relento."

 E de suas vestes escarletes beijo-lhe o seio
 Alvos como o márfim; Gélidos como o vento
 Da aurora. E uma doce voz do belo corpo alheio;
 Lascerado em mármore crú, onde meus olhos ensanguento,
 Proferem-me palavras que ha muito anseio:
 "Mephisto, pecador lúgubre, que faz da insanidade crua
 Brinquedos de uma criança;
  Que de toda a humanidade seifou a esperança;
 Possua-me por ora. ajude-me nesta matança
 Tú és meu do mesmo modo que sou Tua!"
 
 Uma bela com resfolegar suspirante
 Aos ouvidos entoa-me cânticos de prazer...
 Sibilos.. gemidos.. murmúrios ofegantes.
 Arranhões e mordidas incessantes..!
 As lápides assim como a chuva
 Testeunham nosso pervertido e apaixonado ato
 Por entre as brumas, sob a lua cheia..!
 Seu olhar transparece o que tanto anseia.
 O respirar aumenta, trazendo doce aroma de uva,
 Abençoando até mesmo meu olfato
 Com o delicioso aroma de seu gemer.
 concretizo com seu estupendo orgasmo
 e o farfalhar e meu último expasmo.

 

(O último Suspiro - †Mephisto MelanchoDemon†)

 

Escrito por † Mephisto † às 03h16
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09/12/2004


"À 'donzela' das Trevas"

 

Em meio às sombras incertas de meus pensamentos,

Adornadas de lamúrias e desalentos,

Recordo-me de uma certa "donzela"

Que alegremente saltitava de falo

Em falo, como uma feliz gazela

A saltitar por verdejantes colinas.

Em minha mente... apenas um lampejo. Um estalo.

Desajaria esta ver-me às ruínas

De uma desgraçada vida;

Perplexamente conturbada e aturdida?

 

"É isto que para mim tú almeja?

Cobiça? Dor?.. Sois uma marionete

Em minhas supremas mãos. Veja

Que todo vosso maldito encanto, tua Goéte,

Para mim não passa de mera crença

Sórdida, perante a amplitude de Minha presença!

 

"Por-te-ei a dançar

No palanque de minha vontade,

Devassa "rainha" da vaidade,

Como o fazia na quiméra de tua infância.

Quem sois vós a me afrontar..?!

Restringe-te à tua insignificância.

 

"As emoçoes são selvagens cavalos.

Deixá-los-ei correr ao teu encanso

Para esmagá-la com as patas, de forma fria.

Tú és perversa, com sarcástico sorriso falso...

Tente escapar: Agarra-os pelos falos,

Pois esta é tua verdadeira maestria!"

 

(À "donzela" das Trevas - †Mephisto MelanchoDemon†)

 

 

 

Escrito por † Mephisto † às 02h24
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05/12/2004


"A vela Negra"

 

Melancolia. Palavra que define minha vida

Como uma vela negra, solitária, à queimar.

Sua chama, tênue, treme, prestes a apagar

Assim como apagara minha esperança, há muito esquecida.

 

 Lutando para não sucumbir ante a própria existência

 Perante tão derradeiro e aterrador tormento!

Lágrimas de um vazio lamento

Derramam dolorozamente sua pobre essência...

 

Porém sou grato à esta mísera vela.

Sua chama neste mundo sombrio

Me aquece, e sua tênue lúz me acalma

Se não fosse sua presença singela

Estaria morto pelo frio.

A frieza de minha alma.

 

(A vela Negra - †Mephisto MelanchoDemon†)

 

Escrito por † Mephisto † às 23h19
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20/11/2004


 

 

 

   

  "O orquestrado do Holocausto"

 

    O silêncio. A penumbra.
    As portas abrem-se vagarosamente,
    Deixando escapar um esganiçado ruído.
    As luzes arquejam fracas
    Das muitas velas, que não cessam
    Em derramar sua essência.
    Das amplas janelas de minha torre
    Vejo as pessoas. Longíncuas. Pequenas.
    Como são insignificantes perante Minha magnitude!
 
    Dirijo-me ao Meu pianno. Ponho-me a tocar.
    A música propaga-se de meus dedos,
    Espalhando a desolação e a morte.
    Nota após nota o mundo é consumido
    Pelas chamas de minha ira
    E pelas chagas da mortiféia
    Tamanha minha sangunária satisfação!

    O açoite estala nas costas de um homem.
    Meus olhos brilham e as notas saem,
    Frenéticas e avassaladoras.
    A humanidade é como uma adega.
    Escolha a melhor safra e desfrute
    Tua escarlate bebida!

    Oitava após oitava o sangue flui
    Das entranhas alheias. Gargalho.
    Por que o medo? Por que a derepressão
    Se tanta cólera tenho à alastrar
    Pelos quatro cantos do mundo?!

   Aos gritos de agonia que enriquecem
   Minha doce e peculiar melodia
   Orgasmos me ocorrem. As chamas
   Dançam em meus olhos, fixos no éter,
   Extasiados de sombria paixão.
   Faço de um açoite batuta.
   Sim, sou o terrível maestro
   Desta orquestra de dor!

 

(O orquestrado do Holocausto -  †Mephisto MelanchoDemon†)

 

 

  

Escrito por † Mephisto † às 04h05
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29/10/2004


Sorrisos

 

Sorrisos...
Estampados eternamente nas caveiras,
Em suas mórbidas catacumbas frias.
Com suas carcomidas faces, alheias
De que já se foram há muitos dias

Sorrisos
Macabros revelam a loucura
Daquele que mesmo após a morte, emana,
Em sua solitária sepultura,
Uma silenciosa gargalhade insana

Sorrisos
Mostram que não deve ser tão ruim a morte
Pois os crâneos sorriem por inúmeras eras
Com seus amarelados dentes e o odor de carniça forte
Que hão de ser devorados por bestiais feras!

Sorrisos:
Na extravagância das críptas húmidas;
Na podridão do verme carniceiro;
Na magnitude das confortáveis tumbas
Que servir-me-hão algum dia como cama e travesseiro!

 

(Sorrisos - †Mephisto MelanchoDemon†)

 

 

 

 

 

 

Escrito por † Mephisto † às 07h43
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26/10/2004


 

"O crepúsculo da vida"

Atordoado pelos solavancos da morte
Às enjúrias do crepúsculo de uma vida inteira
Segue-me,sorrateiro,algo que rasteja
Empurrando-me à um abismo,o qual estou na beira.

Abruptamente,paro.observo o resplendor
Da morte,minha doce amiga,
Que levar-me-á para um lugar
Onde não existe frio,medo ou dor.

Como que caminhando por pântanos lodosos
Nas areias de minha existência
Noto,que não vivifiquei felicidades ou gozos
Em todos estes anos de tenerosa experiência!

O mundo,que só me trouxe terriveis presságios
Desta nefasta passagem dos tempos,
Na quiméra de loucuras em terríveis estágios,
Não trouxe-me sequer mínimos contentos.

Súbito,paro,e vejo bizarras imagens.
Um sinistro lago de sangue quente,
O qual estou às margens,
Contém corpos e vísceras podres
De todo o tipo de gente.

("O Crepúsculo Da Vida" - Mephisto MelanchoDemon )

 

Escrito por † Mephisto † às 04h29
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